Limitações impostas à rede estadual de ensino
Em greve a partir dessa segunda-feira (16), os professores da rede estadual de São Paulo encamparam protestos contra o decreto 53037/08, que altera regras de remoções, contratações temporárias e substituições. Segundo a Apeoesp, representante da categoria que liderou paralisação na última sexta (13), o decreto prejudicaria mais da metade dos docentes paulistas, estimados em 220 mil.
Com a reestruturação, o Palácio dos Bandeirantes impõe restrições consideradas ilegais pela categoria, pois vai contra as normas do Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira. Ressalta-se, ainda, que não houve nenhuma discussão entre governo e a classe, e a nova regulamentação foi instaurada de maneira bastante arbitrária.
Além da revogação da lei, os professores também têm outras reivindicações que já se tornaram até antigas devido à pouca abertura a negociações de Serra. O reajuste salarial, a diminuição dos alunos por sala, a renovação do Plano de Carreira e o fim da aprovação continuada são alguns exemplos.
Imposições também no campo pedagógico Ao lado de limitações na parte administrativa, o governo do Estado também mudou algumas regras no campo pedagógico. Alguns professores criticam uma certa pressão psicológica por causa do Saresp, a avaliação do sistema de ensino estadual. Na tentativa de melhorar - mesmo que artificialmente - o desempenho dos alunos na prova, a administração indica o uso de instrumentos como o caderno do professor. Essa cartilha ensina os estudantes a responderem a prova, mas não estimulam o raciocínio e o senso crítico. Vale lembrar também que bons índices do Saresp respondem a interesses muito mais eleitorais e seguem preceitos mercadológicos.
Leia Mais:
- Nota oficial da Apeoesp
- Detalhes sobre o decreto 53037/08
enviada por Gustavo Petta
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