Restrição à cultura
Ação conjunta da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas apreendeu quase 300 xerox de livros no DCE e no Instituto de Física da Unicamp, em Campinas. Sob a alegação de crime de violação de direitos autorais, os policiais levaram todo o material e agora irão abrir inquérito para saber quem é o responsável pelas cópias.
O que dá para dizer é que a ação tem um lado muito prejudicial para os estudantes. A reprodução de livros nas faculdades é algo histórico e também tem seu viés econômico. O próprio responsável pelas apreensões disse, em matéria para a Agência Anhanguera, que havia livros que custavam em torno de R$300. Pois bem. Como pagar tudo isso? Não seria melhor a Associação elaborar planos para dar mais acesso à cultura e à informação?
Traçando um paralelo, a indústria fonográfica enfrentou o mesmo dilema com o surgimento do mp3. Os que tentaram ir contra perderam uma boa participação no mercado. Hoje, as gravadoras tiveram que se render à venda (ou até mesmo distribuição gratuita) na internet, a preços bem mais convidativos.
Ao invés de restringir, o poder público e as representações de editoras poderiam achar meios de democratizar e facilitar a compra de livros. Ajudaria o bolso de alunos e professores.
enviada por Gustavo Petta
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