O limite entre o real e o fictício
Desde semana passada, a Justiça do Rio Grande do Sul decretou a proibição da venda do jogo Bully em todo o país. Segundo o Ministério Público gaúcho, o jogo tem efeito nocivo em crianças e adolescentes, podendo incitar a violência. Em Bully, o jogador encarna um estudante que tem que se adaptar ao cotidiano de uma escola e ganhar respeito por meio de brigas, humilhações e troca de favores.
Essa discussão não é nova e só em 2008 já tivemos outras 2 proibições - os jogos Counter Strike e Everquest também foram tirados de cena. Além desses, títulos como o GTA (em que o protagonista constrói um império do crime com assaltos e assassinatos) e Doom (o lance aqui é matar criaturas alienígenas) ganharam fama por sua violência e sempre sofreram duras críticas.
A questão toda se resume em algumas perguntas: tais jogos realmente dão vazão a um comportamento violento? Ou seriam só uma válvula de escape, uma diversão? Fica difícil creditar a esses games o papel de grande vilão. Será, por exemplo, que George W. Bush passou algumas horas no videogame antes de invadir o Iraque?
É quase ilógico imaginar que a compreensão de realidade dos jovens seja definida por um jogo. O que dá limites é a informação passada para eles, principalmente com relação aos direitos e deveres. Talvez seja mais assustador a glamourização da violência que houve com o filme Tropa de Elite do que os "proibidões" eletrônicos.
enviada por Gustavo Petta
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