As duas faces do governo
Ao que parece, voltam a se enfrentar duas faces do governo federal. Enquanto áreas como a Educação, Saúde, Esporte e Cultura promovem ações que visam amenizar desigualdades - as medidas vêm sido tratadas aqui -, há a parte econômica. A que enxuga investimentos e que, nessa quarta, em reunião do Copom, pode dar início a uma nova tendência de alta da Selic.
A justificativa para o aumento dos juros básicos é a contenção preventiva da inflação com o esfriamento da atividade econômica. A grande crítica do mercado é que isso conteria o crescimento, mas o mais grave, no entanto, seria a adoção de uma política de priorização das metas inflacionárias, em detrimento aos investimentos. Ocorre que, enquanto a primeira tem efeito pontual e só favorece o sistema financeiro, a segunda daria um crescimento real, consolidado e com mais durabilidade. Os preços seriam freados com um processo desenvolvimentista vindo de baixo para cima.
O Brasil investe hoje menos do que o plano de governo do presidente Lula previa para o seu segundo mandato. Dessa forma, deixa para depois a ampliação e consolidação dos serviços de infra-estrutura que o país tanto precisa. Mais que isso, alimentando o capital especulativo com a alta dos juros, só gera mais desigualdade.
Movimento estudantil na rua - Na tentativa de pressionar o Banco Central, a UNE e a UBES promovem ato nesta quarta, em frente o prédio do BC em Brasília. Os estudantes querem investimentos de 10% do PIB para educação, fim da Desvinculação de Recursos da União (DRU), garantia de mais investimentos públicos para a área social e uma Reforma Tributária que desonere o trabalhador e seja mais ativa sobre as grandes fortunas.
Leia Mais: Confira a análise detalhada sobre os impactos do aumento da taxa de juros em artigo de Renato Rabelo, presidente do PCdoB.
enviada por Gustavo Petta
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