A favela nunca foi reduto de marginal...

A favela nunca foi reduto de marginal... música gravada por Bezerra da Silva
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, demonstrou ontem uma certa confusão política ao afirmar que a favela, especificamente a Rocinha, é uma fábrica de produzir marginais.
Não se pode depositar o valor da criminalidade nas favelas. Claro que a exclusão social pode contribuir para tal, mas não é a única origem da violência, senão, como explicar tantos criminosos pertencentes às camadas sociais mais abastadas.
Aqui em São Paulo, a favelização é um fenômeno crescente. Em 1973, 1% da população de São Paulo morava em favelas; em 1980 esse número saltou para 4%, chegando a 8% (1,15 milhão) no início dos anos 1990. Em 2000, de acordo com um estudo feito pela Prefeitura e pelo Centro de Estudos da Metrópole, existiam 2.018 favelas, com 378.863 domicílios para 1,16 milhão de pessoas.
De 1991 a 2000 surgiram na metrópole 464 favelas: uma a cada oito dias. O aumento explica-se pela crise econômica que se abateu sobre os trabalhadores na década de 1990, gerando desemprego e reduzindo ainda mais o rendimento da população.
A favela é composta por trabalhadores e trabalhadoras que se deslocam em transportes precários para chegar ao local de trabalho; por jovens e crianças que não têm acesso ao lazer, ao esporte, à cultura, e até a escola; e por idosos que sofrem nas filas dos postos de saúde para marcar uma consulta chegando a esperar 7 meses para serem atendidos.
Seja no Rio, em São Paulo, ou em qualquer lugar deste país, as favelas são a alternativa de moradia para milhares de pessoas e não uma fábrica de marginais.
enviada por Gustavo Petta
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